sexta-feira, 20 de Janeiro de 2017

 


Sigilo médico deve ter regras claras






Neste relatório do BEA (Bureau d'Enquêtes et d'Analyses), hoje divulgado numa conferência de imprensa em Bourget, perto de Paris, a aviação civil francesa também pede "regras claras" que permitam levantar o segredo médico em caso de problemas psicológicos de um piloto e confirma definitivamente que o 'crash' do avião foi provocado voluntariamente pelo co-piloto alemão do aparelho, Andreas Lubitz, que sofria de problemas psíquicos.

"Regras mais claras devem ser exigidas para saber quando é que é necessário levantar o segredo médico", declarou Arnaud Desjardins, um dos especialistas encarregados pela investigação deste acidente, deliberadamente provocado pelo co-piloto, que sofria de depressão, a 24 de março de 2015 no sul dos Alpes franceses.

O documento final da investigação de segurança mantém que o alemão Andreas Lubitz, que sofria de depressão, modificou intencionalmente os ajustamentos do piloto automático para que o aparelho descesse e não respondeu às chamadas dos controladores nem às pancadas na porta da cabine.

Os investigadores pedem, entre outras medidas, que se exija um seguimento médico dos pilotos com antecedentes psicológicos ou psiquiátricos e que se alcance um "melhor equilíbrio" entre a manutenção do segredo médico e a segurança pública.

O BEA defende que são necessárias regras mais claras para saber quando é preciso levantar o segredo médico, perante a constatação de que vários especialistas privados conheciam os transtornos de Lubitz e a profissão deste e, contudo, não fizeram chegar a informação às autoridades aeronáuticas nem à empresa.



Referências

  1. Accident d'un Airbus A320-211 immatriculé D-AIPX exploité par Germanwings, vol GWI18G, survenu le 24/03/15 à Prads-Haute-Bléone